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Convivência

Escola de Cuiabá adota método finlandês inédito para combater bullying no retorno às aulas

Inspirado no programa KiVa, protocolo foca na responsabilidade coletiva e coloca MT na vanguarda das estratégias de segurança psicológica escolar

Duas educadoras lado a lado diante da parede com o logo do Colégio Unicus

Com o retorno das atividades escolares, o cenário de convivência entre crianças e adolescentes volta ao centro das atenções. Em Cuiabá, o Colégio Unicus e o Toque de Mãe oficializam a implementação de um protocolo de combate ao bullying baseado no KiVa, método desenvolvido na Universidade de Turku, na Finlândia, país que é referência mundial em índices educacionais. A iniciativa é pioneira na capital mato-grossense.

Diferentemente de abordagens tradicionais que focam apenas no agressor e na vítima, o método finlandês atua na dinâmica do grupo. Segundo o protocolo, o bullying é sustentado pelos "espectadores". Portanto, o foco é mudar a norma social da sala de aula.

"Segurança psicológica não se faz apenas com boas intenções, mas com método, critérios e transparência", afirma a psicopedagoga Márcia Amorim Pedr'Angelo, fundadora das escolas e coordenadora da Unesco para a Educação em MT e MS.

"Ao formalizarmos esse fluxo inspirado na Finlândia, damos às famílias a previsibilidade de como cada caso é identificado e conduzido, protegendo o vínculo de confiança entre escola e comunidade", reforça.

A atualização do protocolo foi apresentada em uma formação conduzida por Ayla Huovi, mestre em pedagogia pela Universidade de Helsinki, na Finlândia. Brasileira ligada ao país há 22 anos, ela atua como professora, intérprete do governo e consultora educacional, além de organizar viagens pedagógicas à Finlândia.

"O KiVa trabalha a convivência como responsabilidade coletiva. O foco não é só no caso isolado, mas no grupo, porque a dinâmica dos colegas pode sustentar ou interromper o bullying. Com um protocolo claro, a escola ganha previsibilidade e as famílias entendem o caminho de cada atendimento".

O método finlandês enfatiza que o bullying costuma envolver papéis dentro do grupo, incluindo alunos que assistem em silêncio, reforçam a agressão ou se omitem.

Estudos usados como base do programa apontam que a ausência de intervenção pode ser lembrada como parte central do sofrimento, o que amplia a importância de ações que mobilizem o coletivo, além do acolhimento individual.

Saiba mais sobre o protocolo antibullying: kivaprogram.net

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